18 agosto 2014

Secret Files Tunguska

Que dizem a ajudar a resolver o mistério do que aconteceu em Tunguska em 1908? Para quem aprecia jogos do género Point-and-click, já perceberam concerteza que estes funcionam muito bem no ecrã do iPad, especialmente as aventuras que acabam por ser adaptadas de jogos antigos do PC, como é o caso deste Secret Files Tunguska da Deep Silver, um jogo que se estreou originalmente em 2006, e aparece agora novamente em força para iPhone e iPad.


Esta é uma aventura especialmente dirigida para os fãs das clássicas aventuras point-and-click, onde temos de andar a tocar no ecrã à procura de items com os quais interagir, usá-los uns com os outros para resolver puzzles, falar com várias personagens para avançar na história, e por aí fora, até resolver o mistério

Em Secret Files Tunguska acompanhamos a história de Nina Kalenkow, enquanto esta tenta descobrir o que aconteceu ao seu pai, que desapareceu misteriosamente, e que acaba assim por se deparar com uma grande conspiração em redor do Evento Tunguska, uma grande explosão que aconteceu em 1908 numa extensa área de milhares de quilometros na região da Sibéria (que agora se julga ter sido causada pela queda de um meteorito, mas que no jogo são exploradas todo o tipo de teorias e conspirações que se foram desenvolvendo ao longo dos anos).



Mal entramos no gabinete do pai de Nina, percebemos que basta deslizar o dedo pelo ecrã sobre os objectos para ver os pontos de interesse com os quais podemos interagir (aparecem uns círculos animados no ecrã). Mas para facilitar ainda mais esta pesquisa, basta tocar no botão da lupa que está sempre presente no ecrã, que nos mostra de imediato todas zonas interactivas na cena que temos à nossa frente.

Ao tocarmos numa dessas lupas que aparece quando seleccionamos um ponto de interesse, é-nos dada uma descrição do objecto pela voz da Nina (não há Português, por isso optei pela voz e legendas em inglês). Esta lupa aparece no ecrã sobre o cenário, e quer dizer que temos disponível uma descrição sobre esse item em particular.

Se por acaso aparecer também uma mão, basta tocar nela para activar uma qualquer acção por parte da nossa heroína, seja para agarrar o objecto em questão, activar ou accionar determinado objecto ou mecanismo, ou mesmo para abrir portas e visitar outras áreas do cenário.


Em baixo temos constantemente visível o nosso inventário, que contém os objectos recolhidos por Nina. Estes objectos podem ser combinados uns com os outros (muitas vezes necessário para resolver certos puzzles, como por exemplo colocar pilhas num aparelho, juntar água e cimento, etc, etc), e também podem ser usados directamente no cenário, bastando arrastá-los para o local certo, ou entregues a uma determinada pessoa (aparece um círculo verde animado a assinalar que é uma combinação possível, ao invés do círculo vermelho que nos diz que não é possível fazer essa ligação).

Tocar nestes objectos faz com Nina nos descreva cada um deles, dizendo até onde o encontrou, para nos situar um pouco na aventura (especialmente quando já vamos mais à frente e não nos lembramos onde o apanhamos).

O jogo anda um pouco à volta dos objectos que temos no inventário, sendo necessário usá-los em determinadas situações, e combiná-los com outros items, para que se consigam resolver alguns puzzles, e assim avançar na história. É preciso ter atenção que não basta andar a experimentar arrastar os objectos à toa uns sobre os outros, pois é preciso falar com as personagens que vamos encontrando, e até observar vários pormenores do cenário, para que Nina chegue às suas próprias conclusões, antes de poder fazer certas combinações com os objectos que tem à sua disposição.


Depois de termos observado tudo o que houver para ser observado numa determinada cena, e já tivermos conversado com as personagens aí presentes, basta então seguir as pistas que Nina nos dá com as suas conclusões, e assim combinar objectos com outros objectos e items do cenário para conseguir passar à próxima pista e avançar para a próxima parte da aventura.

No livro que temos sempre presente no ecrã em baixo, podemos aceder a todas as pistas que Nina foi recolhendo, assim como partes da história que ela foi conhecendo, seja porque tomou conhecimento delas por outras personagens, ou por documentos que foi recolhendo. Se no entanto não estivermos a conseguir resolver algum puzzle ou mistério, podemos aceder à secção da lâmpada no livro, que nos dá dicas directas de como resolver a cena que temos em mãos no momento (funciona como um walkthrough, por isso não recomendo de todo, a não ser numa emergência, quando estiverem encravados).

Já sabem como é, elásticos e objectos duros dão sempre boas combinações, líquidos e pós, líquidos e recipientes, animais e comida, números e códigos para abrir fechaduras ou passwords de computadores, etc, etc, e até colar um telemóvel nas costas de um gato com fita cola para poder gravar uma conversa (e mais não digo). ;)


Para além da lupa e do livro temos aqui também acessível o ícone das definições, onde podemos voltar ao menu inicial, alterar a língua do jogo, e gravar a situação em particular onde nos encontramos no jogo, tendo disponíveis 3 possíveis gravações manuais, para além da gravação automática que vai acontecendo de tempos a tempos (sempre que acontece algo importante).

No início do jogo assistimos a uma grande entrada cinematográfica, e entre diferentes partes da história também somos brindados com novas cenas animadas 3D que fazem a ligação entre cenas diferentes da aventura, e que nos transportam sempre para um ambiente à Hollywood. De resto, durante o jogo não há banda sonora sempre a tocar, e apenas ouvimos os sons ambiente do cenário em que nos encontramos, e as vozes dos personagens.


As vozes em inglês até têm uma boa qualidade, mas quando chegamos à Rússia, não funciona lá muito bem ouvir um militar russo a falar com sotaque do Texas, ou um qualquer trabalhador de rua a falar com sotaque britânico. Tirando isso, as vozes ouvem-se muito bem, e as legendas acompanham sempre aquilo que estamos a ouvir no momento.

Os gráficos dos cenários num iPad são impecáveis, extremamente bem detalhados, e as animações 3D dos personagens também funcionam muito bem (as personagens podiam mover-se um pouco mais quando estão a falar uns com os outros, mas é o que temos). Convém no entanto ter em atenção que é preciso ter o iOS 7 instalado, e um iPad 2, iPad Mini, ou melhor.

Este não é um jogo tão divertido e cómico como o clássico The Secret of Monkey Island da LucasArts, até porque o tom aqui é bem mais sério, sendo fundamentalmente um jogo bem diferente, um thriller envolto em grande mistério, mas para além de ser do mesmo género point-and-click, até tem uma ou outra piada solta aqui e ali, que nem todos irão perceber.

O jogo vem completo com todos os episódios, mais de 120 locais diferentes para explorar, dezenas de puzzles e quebra cabeças, mais de 12 horas de jogo, e ainda podemos jogar com Alex para além de Nina, cada um a resolver o mistério em locais diferentes, e até em conjunto. Por 4,49€ temos aqui um magnífico jogo, que fará as delícias de qualquer aficcionado por aventuras point-and-click, e ainda para mais podemos jogá-lo ao mesmo tempo num iPhone ou iPad, conforme nos der mais jeito no momento.


Secret Files Tunguska na App Store (Brasil)

Secret Files Tunguska na App Store (Portugal)

Tamanho: 1.68 GB



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